Você está em:
Início
quarta-feira, 17 de agosto de 2011.
Postado por
Sith Death Darkness
às
quarta-feira, agosto 17, 2011
Fantasmas no Velho Mosteiro
Pelas ruas da pequena cidade
Vago distraído, olhando ao longe
As ruínas do mosteiro, o pôr-do-sol
Acho que vi, perto do poço, um monge...
Quando a noite vem
Silenciando nossos corações
Os fantasmas do velho mosteiro
Retomam seus trabalhos e orações
Alheios a tudo na cidade
Se fecharmos os olhos
Vamos ouvi-los orar
E a meia-noite, o velho sino tocar
Para além da morte e da eternidade
Quando amanhece, fica a melancolia
Antigos manuscritos
E flores ao redor das ruínas
Ainda guardam um pouco da magia
Willian Mota Simonetto
Imortal Abraço
Pelas ruas da pequena cidade
Vago distraído, olhando ao longe
As ruínas do mosteiro, o pôr-do-sol
Acho que vi, perto do poço, um monge...
Quando a noite vem
Silenciando nossos corações
Os fantasmas do velho mosteiro
Retomam seus trabalhos e orações
Alheios a tudo na cidade
Se fecharmos os olhos
Vamos ouvi-los orar
E a meia-noite, o velho sino tocar
Para além da morte e da eternidade
Quando amanhece, fica a melancolia
Antigos manuscritos
E flores ao redor das ruínas
Ainda guardam um pouco da magia
Willian Mota Simonetto
Imortal Abraço
O sangue que escorre é meu deleite... Vibrante...
A morte nos seus olhos... Fascinante...
Doce abraço que lhe dou... Meu presente...
Receba meu veneno... Vida ausente...
Minha doce criança então criada
Olha para mim tão fascinada
Com seu novo olhar sobre a vida
Alcançada por tão simples ferida...
Dança da morte, dancemos então...
Canto de agonia do coração
Festejamos o brilho da imortalidade
O sangue é brinde da gratuidade
Sua sede de sangue... Adoro ver
Fique calma, criança, meu pequeno ser...
Tomai tranquilamente a bebida vital...
Aproveite seu novo caminho imortal...
Beija-o com beijo tão envolvente...
Num abraço fraterno e demente
Demente tão quanto o sangue que escorre...
Parai! A ultima gota do que morre... morre...
A morte nos seus olhos... Fascinante...
Doce abraço que lhe dou... Meu presente...
Receba meu veneno... Vida ausente...
Minha doce criança então criada
Olha para mim tão fascinada
Com seu novo olhar sobre a vida
Alcançada por tão simples ferida...
Dança da morte, dancemos então...
Canto de agonia do coração
Festejamos o brilho da imortalidade
O sangue é brinde da gratuidade
Sua sede de sangue... Adoro ver
Fique calma, criança, meu pequeno ser...
Tomai tranquilamente a bebida vital...
Aproveite seu novo caminho imortal...
Beija-o com beijo tão envolvente...
Num abraço fraterno e demente
Demente tão quanto o sangue que escorre...
Parai! A ultima gota do que morre... morre...
Vittório Schivoleto
Mar de Chamas
Diante de meus olhos vejo um mar de chamas,
queimando todas as minhas esperanças.
Minha vida tornando-se negra, meu coração, sombrio.
Minha respiração para, meu sangue congela,
sinto minhas veias se quebrando.
Algo me puxando para o mar incendiado.
Não sei o que é.
Me sinto perdido.
Minha audição não funciona mais, somente minha visão.
Abaixo do oceano existe um lugar,
onde a escuridão é tão extrema que chega a ser densa.
Aprisionado em uma cela de chamas,
grito em misericordia,
sozinho naquele lugar assustador.
Em minha cela entram três feras com os olhos vermelhos.
Em seus olhos pude sentir o ódio que havia dentro delas.
Feras deformadas, magras e sem alma.
Como se fossem maltradas pelo seu mestre.
Escorado em um canto,
estremeço como um lobo solitário
no paraíso obscuro da noite.
Clamando por socorro.
Vitorio Janone
No Fim
O que fazer quando reflexos te abandonam e,
o escuro é o seu único refúgio?
O que vejo é apenas o nada, que, na verdade,
já não parece tão vazio.
Espelhos me dão medo, pois,
o que me mostram é apenas o começo
de algo camuflado, preso,
mas nunca adormecido.
Tudo está sem cor,
e cheira como carcaças,
medonhamente, podres.
Já não sinto o escorrer do sangue, queimando,
em manchas disformes,
o papel em branco, cravado,
dilacerando minha pele impura.
Algo grita em minha mente,
coisas insanas, perturbadoramente coerentes.
Meus olhos movimentam-se rápidos,
atrás de pálpebras, firmemente fechadas.
Caminhos regados a impiedosas dúvidas,
no fim, são apenas caminhos.
Profecias, afinal, apenas são escolhas.
Medos são apenas visões de nossa própria natureza.
E o fim... Desconhecido, provocante e irônico...
O fim,
Indiscutivelmente,
é apenas o início.
Vinicius Guimarães
Breve Ventura
Aqui jaz, arrastando saliva fresca
Alenta súdito
És soberano!
Senil, me volto
Sodomia declarada! Oh vento
Vis solipsista - eu e vós - solene e canoro
sobre meu jazigo neotérico
Vicejes essa meretriz virginal
Miserando a nascença morta
Relva que clama sepultura
Impulso na transgressão
Oscula e não defines o rumorejar
Morrerei na ventura em saberes que es findo!
Alvorada finória viestes
Honrosa!
menarquia suja eis de ser
Crendo no encantamento
Saciada de vivencia,
Breve morrerei!
Indo na vênia fulminada
Dileção entreabre gardênias
Tencionando que me ocultem!
fora de tudo...
Taynara Sangryaa
Floresta Obscura
Ó Floresta obscura,
À noite vago sem rumo pelos teus caminhos tortuosos
Seus odores, ruídos e penumbras disformes,
Me fazem sentir um tremendo choque sensorial,
Quero nos teus braços adormecer,
Mesmo em meio a vales tenebrosos,
Dominado pelo prazer,
Quero ficar contigo
Pedaço de submundo
Até o dia amanhecer.
Ó Floresta obscura,
Seus mistérios, escuridões e noites frias
Me envolvem como um lençol de bruma paradoxal,
Que aquece minh’alma gélida, inerte e pálida
Da frieza desse mundo injusto,
Cheio de nostalgia mergulho
Em um espaço tempo
Que nunca existiu,
Observo o céu
E vejo que a lua sucumbiu.
De repente meus olhos são ofuscados pela claridade do astro rei,
Seu calor, lucidez e dias quentes
Me fazem acordar de um sonho,
Que já foi realidade, pois,
O dia amanheceu
A noite faleceu,
E a floresta obscura desapareceu!
Ramon Ferreira
Encontro com ser solitário
Vou ao encontro de um ser
O lugar é num sepulcro fechado
Não sei o nome e nem a posição da esquife
E não tenho a chave do cadeado
Meu corpo machucado
Meus olhos escorrem lágrimas
Vivo em um quarto trancado
Mas não há motivos para lástimas
Acordo durante a noite
E vejo aquele ser
Ele me fala palavras doces
Na manhã seguinte quero morrer
Não entendo os motivos
Ele sempre me pede para ir visitar
Talvez ele queira que eu morra
Mais ainda vou parar lá
Não posso morrer agora
Ainda não cumpri o que vim fazer
Neste mundo tenho uma missão
Então, agora não posso morrer
Missão essa que ainda não descobri
Terei de sacrificar-lhe para saber
Depois disso vai me pedir
Não te preocupes, não vai doer
A noite no quarto ele diz calmamente
Encontre-me por lá
Não me esqueça
Nunca se vá
Rafaela Werneck
Amarga Recompensa
Seu chorar me alegra,
seu sofrimento me faz sorrir.
Seus momentos de felicidade
entristecem-me até a alma.
Você me privou de cada bom momento seu.
Seus sorrisos me fazem lembrar
de cada instante sem você.
Te odeio com a mesma força que um amei.
Descobri que há uma pequena distância
Do amor ao ódio
da paixão à morte.
Esperarei incansavelmente,
como o sol espera seu encontro eterno com a lua,
como a onda espera sua comunhão perpétua com a praia.
Esperarei você:
caminharemos juntos para o abismo,
no qual você me deixou.
Paulo Marcos Barros
Na Cabala
Seus ossos se inclinaram na Cabala,
Ao revirar os olhos do oprimente,
No percalço e na injúria irreverente,
— Por tocar a diabólica bengala.
Na bastarda união juramentada,
Nos tugúrios d’horror, gládios dementes;
Néscios na podridão concupiscente,
— Na soturna matilha envenenada...
Sucumbindo no escárnio das papoulas,
Onde o algoz prejulgou os vis meândricos,
Co’as lambanças errôneas dos pacholas...
Nos míseros rumores mitomânicos...
De versos dissolutos — co’as estolas...
— Nos vaporosos báratros satânicos!!
Paulo Costa
A lua e a solidão
Eu sei que estás a me vigiar...
Bela e tristonha no deslumbramento
E eu fico cismando no sentimento
Sob o teu fulgor a te namorar.
Eu sei, ó lua que ao peito ferve!
Que nas noites ao boêmio chama
E ao peregrino que a estrada ama
A sombra e o caminho lhe serve.
Sob tua luz canções já fizeram
E versos de pranto e alegria se ouviu!
E não haja quem nunca no céu se viu
Mistério maior que o que lhe deram.
E velas o passo o dormir e o amar
Dos que aos teus olhos estão;
Já que o pobre e o rico juntos irão
Sob o mesmo teto um dia sonhar.
Oh! Lua de noites mil radiante,
Encanto de serenidade radiosa,
Dá-me no porvir a paz gloriosa
Dá-me no olhar o brilho incessante.
Esperam todos e eu muito mais!
No arrebol da tarde que vem anunciar
E ao cantar dos grilos eu sei que estar
Pronta e onipotente a ouvir os meus ais.
Eu bem sei que estás a me vigiar!
Seja nas noites enluaradas...
Seja nas manhãs brumadas...
Seguindo-me como sombra o andar.
Eu sei que és triste como a separação
E neste enleio eu vos encontro
Ao nome perpetuo do desencontro
Chamado friamente de solidão.
És tu que repousas sempre comigo
Quando em minha amada almejo,
Quando na sina cruel eu me vejo,
És tu que estás no meu peito ferido.
Te escondes no íntimo de meu sorriso
Como a sensatez no intrépido,
E arrasta-te por entre o olhar tépido
Daqueles que em vão buscam o viso.
Tens na face a palidez da desventura!
E és muda como a quem adormece,
És lúgubre como flor que fenece!
No altar da vida por falta de ternura.
Mas, ah! Meu canto que na vida se perdeu,
Avulsa sombra do meu pensar...
Na tormenta tempestade do amar
Ouve por último o lamento o lamento meu.
Oziney Ferreira da Cruz
Assinar:
Postar comentários (Atom)


Sou coroa mortos e porta
Eu sou uma senhora e dona de todos vocês
e assim são cruéis, elas são tão fortes e resistentes
Eu não parar suas paredes.
Sou coroa mortos e porta
Eu sou uma senhora e dona de todos vocês
e foice na frente da minha cabeça, você terá de se curvar
e de "morte obscura para subir.
Você é o convidado de honra da dança que nós jogamos para você,
instalação e rodada de dança foice rodada:
em torno de uma dança e outra
e você não é mais a senhora do tempo.
































































Postar um comentário